Davi Alves Manifesta Preocupação com Decreto da Funai em Amarante

Davi Alves Manifesta Preocupação com Decreto da Funai em Amarante

O Deputado Federal Davi Alves Silva Júnior (PR-MA) manifestou preocupação, na última terça-feira, 9, com as notícias de que a população do município de Amarante está apreensiva com recente decreto da Fundação Nacional do Índio (Funai), que amplia a área de reserva indígena do município de 50% para 85%.

“Amarante tem, hoje, mais de oito mil famílias de pequenos agricultores, sem mencionar que a cidade detém o segundo maior rebanho bovino maranhense. Essa situação tem de ser analisada com muita cautela, pois temos famílias inteiras que dependem daquelas terras para viver”, ressaltou o Deputado Davi Alves.

O decreto foi baixado pela Funai no dia 6 de outubro para que seja realizado estudos complementares de natureza fundiária e cartográfica para a revisão de limites da Terra Indígena Governador, de ocupação tradicional do povo Gavião-Pykobjê. A revisão territorial pode aumentar em mais 35% a área do município reservada aos índios, totalizando 85% da cidade.  

Amarante tem 540 mil ha de área indígena, com pouco menos de três mil habitantes. O aumento da área indígena tomará as propriedades de centenas de pequenos produtores rurais, comerciantes e pecuaristas (totalizando 30 mil pessoas) beneficiados, inclusive, no Programa de Reforma Agrária do Governo Federal.

Decreto

A área foi decretada como ocupação tradicional em 1982 com 42.054,73 hectares, no sudoeste do Maranhão. Mas um processo de nova demarcação teve início em 2007, com a elaboração do Relatório Antropológico, pois a Terra Indígena Governador não oferece condições suficientes para que os indígenas possam continuar seu modo de vida tradicional. A redefinição dos limites de toda a área indígena foi determinada por decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1996.

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4 Respostas para “Davi Alves Manifesta Preocupação com Decreto da Funai em Amarante”

  1. Tenho informações que a situação dos pequenos e pobres produtores rurais de Amarante estão em inicio e pleno estagio de degradação pois como sabemos o comércio local da cidade e mantido por estes produtores rurais, e com a situação de plena insegurança que se alastrou sob estes produtores, estes já não estão investido no trabalho de suas propriedades (entenda-se por investimentos de médio e longo prazo).
    O comércio na Cidade de Amarante estar completamente parado.
    E o mais grave com a situação de insegurança, que este ato Aumento de reserva indígena, trouxe ao município, é a falta de uma rápida solução esta trazendo grandes transtorno já que as pessoas não saber se ficarão em suas terras. O Comércio local esta Negando Venda a Credito a estes pequenos Produtores, pois tem medo que estes percam suas Propriedades e não paguem seus compromissos.
    E este ato de negação de credito estar fazendo com que muitas familias já passem por necessidades básicas.

  2. O que os índios querem
    Não sejamos leviano, pois muitos pequenos produtores moram nesta area e não podem ser tratados como latifundiários, pois são pequenos produtores que estão desesperados , sem informação e sem saber como devem proceder de agora em diante já que serão despejados de suas terras sem uma justa indenização………….
    sabemos que os índios necessitam de outro tipo de apoio e não de mais terras, pois estes querem se integrar a sociedade, do século XXI, as novas gerações já não querem, nem sonham, viverem da caça e pesca, querem e merecem outro futuro….

  3. A mesma coisa vem acontecendo em meu municipio que é Colniza mato grosso,pois a mesma ong que elaborou o laudo antropoligico é a mesma,que dermacou a reserva em colniza , no nosso caso a reserva começou com 166 mil hectares passou para 106 mil,e agora esta em 411 mil hectares,podendo ser ampliada.
    E o mais engraçado é que orlando possuelo,filho de sidney possuelo antigo presidente da funai,fez um video e fala que indios que habitam a região são indios isolados e nomades.